Eu nunca fui o tipo de deficiente que gostasse de
ficar em casa, escondido das pessoas e do mundo. E por isso estou sempre
exposto a todo tipo de dificuldades com as barreiras arquitetônicas, falta de organização
ou desrespeito para com os nossos direitos.
Ultimamente, tenho observando a falta de
sensibilidade, de informação, dos motoristas que, sem o mínimo de pudor,
estacionam seus veículos nas vagas preferenciais destinadas aos deficientes, vagas
estas que demoraram tanto a surgir. Eles(as) simplesmente descem do
carro e nem sequer olham para as placas de sinalização ou as ignoram
logo de cara!
A mesma situação acontece em vários locais urbanos, no
centro da cidade, nos shoppings, próximo a hospitais. A falta de
respeito é estendida ainda nos estacionamento, às filas preferenciais dos caixas, destinados
inclusive à gestantes e idosos. Várias vezes eu briguei, outras me
revoltei, mas nunca fiquei calado ou inerte ao que estava acontecendo.
Torço para que outros deficientes façam o mesmo, e que aos poucos nós tenhamos nossos direitos preservados e inviolados.

Acredito que falta ao povo brasileiro é um pouco de informação, de
conscientização e educação. Quem sabe uma campanha de divulgação que
sensibilize as pessoas sobre a importância dessas atitudes, ou algo que
possa dificultar a vida dos que não respeitam a nossa condição e nossas
grandes batalhas diárias.
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